quarta-feira, 23 de maio de 2012

Fertilização in vitro em animais e transferência de embriões.

A fertilização in vitro e a transferência de embriões é um método utilizado na reprodução selectica em animais.

Esta técnica foi introduzida na reprodução selectiva em animais, uma vez que o uso de um macho com características de sucesso para inseminar uma grande quantidade de fêmeas não permitia que uma fêmea produzisse um maior número de descendentes, o que passou a ser possível através do recurso ao método de fertilização in vitro e transferência de embriões.


Em que se baseia então esta técnica? Quais as suas etapas?

Inicialmente seleccionam-se um macho e uma fêmea que apresentem as características desejáveis. Trata-se a fêmea com a hormona foliculoestimulina que irá provocar uma ovulação múltipla, isto é, a libertação de mais do que um oócito.
Passado um determinado tempo aspiram-se os oócitos da fêmea e colocam-se-nos num fluido semelhante ao que se encontra no oviduto.
Por outro lado, recolhe-se o esperma do macho que é adicionado aos oócitos.
Desta forma ocorre, então, a fecundação in vitro.
Após esta fecundação, os embriões começam a desenvolver-se, sendo a cultura mantida em condições controláveis.
Posteriormente, quando cada embrião atinge 8 a 16 células, as células pode ser separadas e colocadas num outro meio de cultura. Como cada célula é totipotente, ocorre, então, a formação de novos embriões.
Passado algum tempo, os embriões podem ser separados. Após a sua separação, cada embrião é colocado no útero de uma fêmea (que recebeu, anteriormente, um tratamento com progesterona, para que o útero se encontre apto a receber o implante) de forma a que possa ocorrer o desenvolvimento de um novo ser que reunirá as características desejadas e, anteriormente, seleccionadas.

Por exemplo, no Brasil, um país produtor de gado, a utilização desta técnica tem vindo a ganhar terreno ao longo dos últimos anos:
A Fertilização in vitro, em 2000 foi responsável por 24,6% dos embriões transferidos, enquanto que o procedimento convencional foi responsável por 75,4%, segundo dados colectados pela Sociedade Brasileira de Tecnologia de Embriões. Já a partir de 2005 essa realidade inverteu-se, tendo 54,3% utilizado a FIV, aumentando ainda mais em 2007 que passou a ser de uma percentagem de 75% do total de uma amostra de 200 mil embriões transferidos.”

Bibliografia:
http://www.revistaveterinaria.com.br/2012/03/28/profissionais-especializados-em-fiv-sao-cada-vez-mais-valorizados-no-mercado/
DIAS DA SILVA, Amparo [et al] – Terra, Universo de Vida – Biologia – 12º Ano, 1ª ed. Porto: Porto Editora, 2010

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Métodos de Reprodução Seletiva em animais



Como já foi referido, e achando por bem frisar este aspeto de novo, a reprodução seletiva em animais tem como principal objetivo obter animais maiores, mais saudáveis, e cujo o produto que deles advém seja em maior quantidade e maior qualidade. Existem vários métodos de reprodução seletiva sendo eles:

-Método “tradicional”;
-Inseminação artificial;
-Fertilização in vitro (FIV) e transferência de embriões;
-Clonagem com transferência de embriões.



 O método “tradicional” para a reprodução seletiva em animais tem sido praticado desde há muitos anos atrás.

Este método consiste simplesmente no cruzamento de duas raças diferentes, um macho e uma fêmea que possuam as características desejáveis ao produtor, ou seja, é “provocado” o cruzamento entre os dois animais com certas características cada um, para obter organismos com as características pretendidas.

Até que se consiga obter linhas puras com estas características desejáveis são necessários vários anos, pois este método resulta de uma reprodução sexuada. Tal como foi referido na publicação do meu colega Adriano Martins, existem alguns bovinos que demoram cerca de 8 anos até se obter uma descendência com as características pretendidas. Este método é mais utilizado ao nível da pecuária.








Com todas estas técnicas pretende-se aumentar a produtividade para a obtenção de benefícios económicos, mas corre-se sempre o risco da perda de biodiversidade.
Ao longo das próximas semanas, iremos analisar e explorar os métodos de reprodução seletiva em animais pormenorizando cada um dos restantes. (Inseminação artificial; Fertilização in vitro (FIV) e transferência de embriões; Clonagem com transferência de embriões.)

Bibliografia: http://www.infopedia.pt/$reproducao-selectiva-(tecnicas-tradicionais
http://www.slideshare.net/ilopes1969/cultivo-de-plantas-e-criao-de-animais
http://ceiciencia.files.wordpress.com/2010/05/reproducao-selectiva-em-animais.pdf

sexta-feira, 11 de maio de 2012


Desvantagens da reprodução selectiva em animais


Nos animais, a reprodução selectiva foi facilitada com o desenvolvimento das técnicas de inseminação artificial. O sémen de um macho com características vantajosas pode ser usado para inseminar uma grande quantidade de fêmeas.



Desvantagens associadas:

·         É um processo lento;

·         Apenas permite combinar características de indivíduos da mesma espécie ou de espécies relacionadas;

·         As variedades resultantes perdem eficácia num período de tempo curto devido a pragas e doenças.





Bibliografia

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Casos Reais de Reprodução Selectiva em Animais

        Actualmente, pela agropecuária moderna consegue-se produzir animais e esse resultado deve-se a mais de 10000anos de modificações, devido a presença do homem no cruzamento de espécies. 
     O Homem seleccionou animais que apresentavam determinadas características com interesse, como por exemplo, adaptação, resistência a doenças, vigor, com o objectivo de obter maior produtividade.
         Como exemplos reais de reprodução selectiva em animais temos as vacas, em que foram cruzados duas espécies diferentes, contudo este processo demorou cerca de 8 anos até se obter uma descendência com as características pretendidas.

Individuo 1                           Individuo 2
                
-Pêlo curto, espesso, brilhante          -Animais dóceis.                      que reflecte á luz do sol.
-Pele flácida que aumenta a área         -Produzem bastante leite.       de superfície para arrefecimento.

-Glândulas sudoriparas que permitem      -Bastante férteis.             o afastamento dos insectos.                                                                                                              

      -São mais susceptíveis a carraças do gado.

                                      



Individuo 3:  
-São tranquilos.
-Produzem bastante leite.

-Tem boa fertilidade.
-Toleram calor a a falta de água
-Boa carne.

-Elevada resistência as carraças.


Também temos o caso do cão, como o meu colega Paulo referenciou na publicação anterior, em que se cruzam diferentes raças de cães para que se consiga uma maior variedade de cães.


   


Concluindo, podemos notar que a reprodução selectiva em animais, tanto pode ser um método que contribui para a variedade das células como também pode limitar a espécie a nível de características diferentes.

Bibliografia: Silva, A, Mesquita,M, Félix, L, Terra, Universo de Vida - Biologia - 12º Ano, 1ª Ed. Porto: Porto Editora, 2010

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Objectivos da Reprodução Selectiva em Animais

Objectivos da Reprodução Selectiva em Animais
Por que razão se efectuam cruzamentos entre animais com certas características de modo a obter organismos com as características desejadas?
 
Os criadores de animais, podem realizar estes cruzamentos entre animais para:


· Obter um maior número de descendentes.


· Obter uma linhagem “puro-sangue” de cavalos, cães, gatos, entre outros.


· Produção de carne, ovos e leite em maior quantidade e com melhor qualidade.


· Obtenção de animais que possuam uma maior resistência a determinadas doenças e parasitas.


Bull Terrier. Uma das diversas espécies de cães.
Por exemplo, estudos de DNA defendem que as diferentes espécies de cães descendem todas de uma única espécie, a Canis Lupus, (lobo-cinzento) e que estas diferentes espécies de cães foram obtidas através de reprodução selectiva realizada pelo Homem. Assim, ao longo de várias gerações e através de cruzamentos entre animais com características específicas obtiveram-se diversas espécies de cães com características distintas e tendo estes cruzamentos vários objectivos, quer seja a criação de cães de companhia, protecção, caça de animais, etc.





Bibliografia:

- DIAS DA SILVA, Amparo [et al] - Terra, Universo de Vida - Biologia - 12º Ano, 1ª Ed. Porto: Porto Editora, 2010
http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1135&sid=2

segunda-feira, 16 de abril de 2012

REPRODUÇÃO SELECTIVA EM ANIMAIS

A reprodução seletiva em animais é utilizada há vários séculos e baseia-se numa seleção artificial dos animais com características vantajosas. Tal como nas plantas, no caso dos animais, em cada geração, efetuam-se cruzamentos entre seres que apresentam determinadas características pretendidas, com a intenção de aumentar a sua representatividade na geração seguinte.

Como tudo começou…

Há milhares de anos, a única forma de melhorar a criação de animais era cruzar machos e fêmeas que tivessem as características pretendidas. A partir do século XX, a técnica da Inseminação Artificial passou a ser usada frequentemente. Por exemplo, os touros com melhores características são mantidos em centros especiais e o seu sémen, depois de diluído, é armazenado e congelado, podendo os criadores de gado comprar quantidades deste sémen para inseminar as vacas da sua produção, transmitindo-se, normalmente, desta forma as características pretendidas à geração seguinte. A possibilidade de se fazer em alguns animais a Inseminação Artificial, foi o primeiro avanço no melhoramento genético de algumas espécies. Contudo, o uso de um touro com as características de sucesso permitia inseminar uma grande quantidade de vacas mas, cada vaca apenas poderia produzir um vitelo. Este problema foi resolvido com as técnicas de Fertilização in vitro (FIV) e de transferência de embriões.

Bibliografia:

- http://ceiciencia.files.wordpress.com/2010/05/reproducao-selectiva-em-animais.pdf
- DIAS DA SILVA, Amparo [et al] – Terra, Universo de Vida – Biologia – 12º Ano, 1ª ed. Porto: Porto Editora, 2010

sábado, 10 de março de 2012

Casos Reais de utilização de OGM's no mundo e Curiosidades

As culturas de organismos geneticamente modificados têm vindo a aumentar no mundo. Estas culturas são essencialmente de soja, milho, algodão, colza e arroz dourado.

SOJA
Existem vários tipos de soja transgénica, dependendo do gene que nela foi inserido. A mais conhecida apresenta um gene que lhe confere resistência aos herbicidas. Este provém de uma bactéria designada por Agrobacterium tumefaciens.

MILHO
O milho geneticamente modificado, também conhecido por milho BT, é assim designado devido ao gene que é inserido na planta que provém da bactéra Bacillus thurigiensis. Esta bactéria produz uma substância que mata os insectos que se alimentam do milho. Esta técnica neutraliza a utilização de herbicidas tóxicos e consequentemente, a destruição dos campos de cultivo por parte dos insectos.

ALGODÃO
É um produto transgénico muito comercializado. Para conferir uma maior resistência contra as herbicidas e as larvas, foi necessário introduzir enzimas, como a Cryl A da bactéria Bacillus thurigiensis e a Nitrilase da bactéria Klebsiella pneumonize através da técnica do DNA recombinante.

COLZA
A colza é uma planta transgénica de onde é extraido o azeite de colza utilizado na produção de biodiesel. Os genes inseridos na colza retirados da bactéria Bacillus amyloliquefaciens conferem resistência aos pesticidas, quando as culturas de colza forem pulverizadas por estes químicos com o intuito de eliminar algumas pragas.

ARROZ DOURADO
Este transgénico possui dois genes retirados dos narcisos, plantas de inverno, e ainda de um gene proveniente de uma bactéria. Estes genes codificam a substância designada por beta-caroteno, que é rico em vitamina A. Esta técnica permite que o arroz seja fortalecido com a vitamina A, com a função de alimentar populações de países subdesenvolvidos, que apresentam uma fraca alimentação e carenciada de vitaminas.

No que respeita aos países detentores das maiores áreas de cultivo de transgénicos, os Estados Unidos lideram o ranking (com 62,5 milhões de hectares) e Argentina está colocada no segundo lugar (com 21 milhões hectares). Nestes dois países, a área com OGM's representa 80% do total cultivado. O Brasil, com 15,8 milhões de hectares cultivados com soja, algodão e milho, está na terceira posição no ranking dos maiores produtores de transgénicos.

O maior crescimento de área plantada com transgénicos foi registado pela Índia, que igualou o Canadá no no quarto lugar do ranking, registando um acréscimo de 23%, para 7,6 milhões de hectares. Em quinto lugar, vem a China com 3,8 milhões de hectares.


CURIOSIDADES...

- O primeiro Ogm criado foi da bactéria E. coli que sofreu adição de genes humanos para a produção de insulina em 1980.
- A primeira planta transgénica foi obtida em 1983.
- A primeira vacina geneticamente modificada foi criada em 1984, contra a Hepatite B.
- Em 1987, no Reino Unido, foram adicionados genes em plantas da batata para que estas produzissem mais proteínas e aumentassem o seu valor nutricional, com a função de alimentar populações dos países subdesenvolvidos.
- Em 1990 foi criada a primeira vaca trangénica para produzir leite com proteínas do leite humano para crianças.
- Actualmente os maiores produtores de transgénicos são os Estados Unidos, a Argentina, o Canadá e a China.


Bibliografia: http://www.ogmespan.blogspot.com/2009/05/transgenicos.html