quinta-feira, 8 de março de 2012

Desvantagens da utilização dos organismos geneticamente modificados

-Poucos laboratórios tem os equipamentos, reagentes e pesquisadores capazes de obter organismos transgénicos com toda a segurança requerida pela Lei de Biossegurança, fiscalizada pela Comissão Nacional Técnica de Biossegurança CTNBio;

- Após a obtenção do organismo transgénico, segue-se a fase mais longa e dispendiosa, de cinco ou mais anos, e milhões de euros para selecionar e desenvolver o produto. Só algumas empresas têm capacidades financeiras para lançar novos organismos transgénicos;

- O lugar em que o gene é inserido não pode ser controlado completamente, o que pode causar resultados inesperados uma vez que os genes de outras partes do organismo podem ser afectados.

- A uniformidade genética leva a uma maior vulnerabilidade do cultivo porque a invasão de pestes, doenças e ervas daninha é sempre maior em áreas onde se plantam o mesmo tipo de cultivo. Quanto maior for a variedade (genética) no sistema da agricultura, o sistema estará adaptado para enfrentar pestes, doenças e mudanças climáticas que tendem a afectar apenas algumas variedades.

- Os genes são transferidos entre espécies que não se relacionam, como genes de animais em vegetais, de bactérias em plantas e até de humanos em animais. A engenharia genética não respeita as fronteiras da natureza – fronteiras que existem para proteger a singularidade de cada espécie e assegurar a integridade genética das futuras gerações.

- Os alimentos "orgânicos", isentos de agrotóxicos e transgénicos, parecem ideais, contudo a sua produção é mais cara, muito mais trabalhosa. Infelizmente os alimentos orgânicos foram os alimentos dados às vacas e aos porcos na Inglaterra que se contaminaram com graves doenças. Também o estrume de vaca usado na cultura de verduras "orgânicas" pode conter uma bactéria Escherichia coli 715 H7, que é letal.





Bibliografia:
http://www.segurancalimentar.com/conteudos.php?id=594




sábado, 3 de março de 2012

Vantagens dos OGM (organismos geneticamente modificados)



Tolerância a Herbicidas – Aumento da Produtividade

As plantas podem ser modificadas de modo a terem no seu DNA um gene que lhe confira resistência a produtos químicos como os pesticidas e os insecticidas. Com isto os produtores vão poder usar as quantidades de químicos desejadas para acabar com as pragas e assim obter um maior aumento de produto no final de cada época.




Tolerância a Insectos – Redução dos Químicos Usados

As culturas transgénicas podem ser munidas de genes que lhes confiram resistência ás suas pragas naturais, produzindo toxinas que matam essas pragas. Com isto, é desnecessário o uso de químicos como os pesticidas na agricultura, uma vez que a própria planta se “protege sozinha”, contribuindo assim para reduzir a poluição ambiental.



Redução do Uso de Fertilizantes

Alguns frutos e nozes são munidos de genes capazes de os fazer aumentar o seu tamanho naturalmente sem precisarem de ser utilizados fertilizantes e outros químicos nas culturas para os tornarem maiores e mais apetecíveis.


Melhoria da Qualidade dos Alimentos

A tecnologia usada nos transgénicos permitem-nos melhorar e corrigir os mais variados alimentos de modo a produzirmos novos alimentos com as características desejadas. Podem ser obtidos alimentos com maior teor em certos nutrientes, alimentos com vitaminas que naturalmente não conseguiriam produzir... Pode ainda reduzir-se a síntese de algumas proteínas para que os alimentos durem mais tempo.




Clonagem

Através da técnica de DNA recombinante é possível introduzir nas bactérias genes com determinadas funções (genes de interesse). As bactérias ao reproduzirem-se formam descendentes exatamente iguais entre si, como se fosse um clone, assim fazem copias desse gene, sendo este processo chamado de Clonagem.


Produção de Medicamentos

Tal como na clonagem, através de técnicas de DNA recombinante é possível fazer com que as bactérias passem a produzir determinadas substâncias através da inserção de genes de interesse benéficas para a saúde, e assim produzir medicamentos com base nessas substâncias produzidas.

Acabar com a Fome Mundial

Os transgénicos ao permitirem um maior aproveitamento de culturas e principalmente a concepção de alimentos mais ricos em nutrientes e vitaminas, são vistos como uma esperança para os países de terceiro mundo. Isto porque o seu tempo de crescimento é mais curto e permitem as produções em grande escala.





Em suma, a manipulação genética pode então ser usada para oferecer oportunidade para o crescimento e ou para a agricultura sustentável de um determinado país. No entanto, os países em desenvolvimento precisam de governar/controlar a sua manipulação genética, identificando os aspectos realmente ameaçadores, de modo a fazer uso da biotecnologia (área que permite o “fabrico” de OGM) para servir os seus interesses, beneficiando por exemplo o sector agrícola. Dai o facto de se pensar em modificar, por exemplo, sementes para que estas sejam resistentes a determinadas condições ambientais como por exemplo a seca ou a elevada salinidade do solo.


Bibliografia:
http://www.websitesaude.kit.net/transgenicos.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/OGM
http://likenotherblog.blogspot.com/2006/02/vantagens-e-desvantagens-dos-ogm.html
http://ogmespan.blogspot.com/2009/05/vantagens-dos-ogm.html


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Quais as técnicas utilizadas na produção dos Organismos Geneticamente Modificados?

As técnicas utilizadas na produção dos transgénicos consistem essencialmente na manipulação genética mas mesmo assim existem métodos inadequados como transformação de pólen, macronjecção, electroforense, incubação de sementes, embriões, tecidos ou células em DNA, tratamento com microlaser, entre outros. Dos métodos experimentais de maior sucesso evidenciam-se a micronjeção, técnica de DNA Recombinante, transferência de genes mediante de um vector, transferência de genes por bombardeamento de partículas, microporação, ou seja, métodos que a natureza por si própria não consegue executar.
    Cada um destes métodos terá o seu grau de eficácia e o seu custo associado portanto as empresas quando estão a trabalhar em algo procuram encontrar o método mais eficaz e de menor custo para possuírem elevado lucro financeiro.

A Técnica de DNA Recombinante consiste na extração do DNA do individuo que tem falta de uma característica especifica e também se extrai o DNA de um individuo que contem essa característica. Com a ajuda de enzimas de restrição, ou seja são enzimas que catalisam a fragmentação do DNA em porções menores ficando o DNA repartido pronto a ser ligado ao outro DNA que sofreu o mesmo processo. Assim as duas porções finais vão se ligar através de enzimas ligase que são colocadas num meio específico e deste modo optem-se o DNA do individuo com a característica pretendida. E associado a esta técnica temos a transferência de genes mediante de um vector, ou seja um plasmídeo que possui extremidades coesivas, zonas onde se pudera ligar as extremidades coesivas do Gene especifico e este plasmídeo em meio de cultura ira-se associar a bactérias que possuíram o gene humano.

O Bombardeamento de partículas consiste em acelerar, através de um aparelho, a altas velocidades as micropartículas de um metal, que foram revestidas por DNA que contêm os genes específicos. Também este “canhão de genes” irá bombardear o tecido vegetal que vai sofrer uma alteração. As partículas penetram dentro das células, e assim libertam os fragmentos de DNA. Adquirindo as células os genes específicos. 

O PCR (Reacção em Cadeia Polimerase) permite obter várias copias igual de DNA, replicando-o. Esta técnica veio possibilitar novas estratégias no âmbito da tecnologia do DNA recombinante.

Métodos de transferência de Genes:
                Em animais:   
          1. Microinjecção de DNA linear no pronúcleo;
Injecção de moléculas de DNA linear para óvulos fecundados/ovos (fase pronuclear) com um microscópio invertido, equipamento de micromanipulação e aparelhos de injecção.
     Imagem 1 – Microinjecção de DNA
                                                              
        2. Transferência de células embrionárias para blastocistos;
Células embrionárias são derivadas de  células de blastocistos normais. Estas células são polipotentes, isto é, que  se podem desenvolver em qualquer tipo de tecido. Ao remover as células embrionárias da cultura e ao colocar-se novamente dentro do embrião (blastocisto), permite a divisão das células e tornam-se partes do embrião. A transfusão permite inserir, in vitro, DNA estranho nas células. Após a inserção in vitro do DNA pretendido, analisa-se o material em estudo a ver se as células “aceitaram” o DNA, e se sim coloca-se as células em blastocistos. 

Todavia coloco 2 vídeos para que o que foi retratado em cima seja mais explícitos, mostrando assim com pormenor o que realizam em laboratório pois existem inúmeras técnicas e métodos dos quais muitos ainda não foram divulgados e outros são de uma compreensão científica muito elevada.

Bibliografia:


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Com que fins são produzidos os OGM, isto é, quais as suas aplicações?

Actualmente os OGM têm aplicações em variadíssimas áreas como, por exemplo, na Medicina, através da terapia genética para o tratamento de doenças e da produção de vacinas e/ou de proteínas bem como na Agricultura, através da produção de plantas transgénicas, para alimentação humana ou de outros animais.
Assim, para compreender melhor este tema, Os Organismos Geneticamente Modificados, é necessário compreender também com que fins são estes produzidos e quais as suas aplicações.

Aplicações dos OGM
Tratamento de doenças recorrendo à Terapia Genética
A Terapia Genética consiste na introdução de um, ou mais genes, em células somáticas e tecidos de um indivíduo, que possua uma determinada doença provocada pela deficiência desse(s) mesmo(s) gene(s).
A introdução do material genético na célula é feita recorrendo a vírus, que funcionam como vectores, introduzindo nas células o DNA com o gene em falta, sendo que o DNA do vírus é alterado, retirando o gene que provoca a doença viral e introduzindo o gene em falta (ou deficiente), recorrendo à Técnica do DNA Recombinante.
Assim, algumas das células do indivíduo doente passam a ter o gene  em falta, sendo sintetizada a proteína que ajudará a tratar o distúrbio provocada pela sua ausência.
Apesar de ser uma terapia de certo modo primitiva, tem-se verificado uma boa eficácia na sua aplicação.



Terapia Genética utilizando um andovírus como vector
Produção de proteínas
Através da produção de bactérias geneticamente modificadas, neste caso transgénicas, é possível fazê-las produzir em grandes quantidades, determinadas proteínas necessárias ao ser humano.
Através da Técnica do DNA Recombinante, altera-se o DNA de plasmídeos (que vão funcionar como vectores) e colocam-se os plasmídeos recombinados num meio de cultura de bactérias. Os plasmídeos introduzir-se-ão no citoplasmas das bactérias ficando estas com o seu genoma alterado e possuindo o gene específico para a produção de determinada proteína.
Após a síntese das proteínas, pelas bactérias, é feita a sua purificação de modo a poderem ser comercializadas e administradas ao Homem.
Por exemplo, a produção de insulina humana é actualmente feita através de bactérias geneticamente modificadas.

Bactérias Echerichia Coli (bactérias, usadas na produção de insulina
Produção de Vacinas
As vacinas têm como objectivo introduzir no nosso organismo um determinada agente patogénico a que se pretende adquirir imunidade.
Para este fim, altera-se o material genético do agente patogénico recorrendo também à Técnica do DNA Recombinante, retirando o gene que provocaria a doença. Assim, o agente patogénico é introduzido no nosso organismo na forma inactiva (sem o gene prejudicial), mas activando o sistema imunitário e criando células de memória específicas para aquele agente patogénico, que aquando de uma nova infecção, reconhecê-lo-á provocando uma resposta imunitária mais rápida e eficaz.
Porém esta técnica não é eficaz em todas as doenças provocadas por agentes patogénicos, como por exemplo nas doenças provocadas por vírus devido à sua elevada taxa de mutação.

Exemplo de vacinas 

Produção de transgénicos para alimentação
Para além de bactérias transgénicas utilizadas para fins terapêuticos na Medicina, também na Agricultura se produzem plantas transgénicas, alterando o seu genoma ao introduzir genes que lhes conferem determinadas característica favoráveis ao seu crescimento e desenvolvimento com vista a melhorar e aumentar a sua produção.
Para tal, são introduzidos no genoma das plantas diversos genes que lhes conferem características como:
- Aumento da resistências a diversas condições ambientais, como por exemplo, a geada.
 - Uma maior resistência a pragas.
 - Melhoramento das capacidade de defesa contra agentes patogénicos como vírus, bactérias ou fungos.
- Resistência a herbicidas.

Plantação de Soja Transgénica


Bibliografia:
http://www.ogmespan.blogspot.com/
http://organismosmodificados.blogspot.com/2008/03/aplicaes-dos-ogms.html

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O que são Organismos Geneticamente Modificados (OGM)?


    Há já algum tempo que a ciência consegue fazer algo de que a natureza é incapaz: transplantar as propriedades de uma espécie – planta, animal ou ser humano – para uma outra espécie. Foi desta forma que nasceram os organismos geneticamente modificados (OGM).
    Os OGM (Organismos Geneticamente Modificados) são organismos cujo genoma (conjunto de todos os genes que codificam a informação genética relativa a um indivíduo) foi manipulado/alterado de forma a favorecer determinadas características.
Sendo que o processo para alterar o material genético é realizado através de técnicas e/ou tecnologias desenvolvidas pela Engenharia Genética como, por exemplo, a Tecnologia do DNA Recombinante, entre outras.
   A modificação genética é, essencialmente, aplicada no sector da saúde (por exemplo, na indústria farmacêutica) e na produção alimentar (de natureza vegetal ou animal). 
   Normalmente, quando se fala de OGM refere-se aos organismo transgénicos, porém estes conceitos são diferentes, sendo necessário perceber o que os distingue. Antes de mais, todos os transgénicos são OGM, mas nem todos os OGM são transgénicos.        Um Organismo Geneticamente Modificado, como já referido, é um organismo cujo material genético foi alterado, contudo, um transgénico é um organismo em que foi incluído no seu genoma um, ou mais genes, pertencentes a outro organismo.
   Assim, apenas se pode classificar um organismo como transgénico se neste tiver sido introduzido material genético pertencente a outro indivíduo. 

Bibliografia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/OGM
http://www.ogmespan.blogspot.com/ 
 http://www.gmo-ogm.org/p/index.html

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Regresso ao Blog...

Vimos por este meio comunicar que foi-nos atribuído um Tema Específico para o Blog, portanto apartir de agora o blog já não terá uma estrutura livre, em que cada elemento do grupo publica um artigo ou documento que ache interessante e relacionado com a matéria abordada, mas sim relacionados com o tema: Organismos Geneticamente Modificados, os conhecidos OGM's.

Também gostaríamos de dar as boas vindas à nossa colega Vanessa Alves, a nova colaboradora deste blog.

P.S.: Estaremos sempre interessados em responder a questões pertinentes ou algumas dúvidas relacionadas com o tema, contudo tentaremos que os nossos "posts" sejam o mais perceptível possível.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Hemofilia

Como temos andado a estudar Hereditariedade e visto que já abordámos que a Hemofilia é uma doença hereditária, achei que era uma boa ideia compreendermos melhor em que se baseia esta doença.

                                                                      

O que é a Hemofilia?
"O termo genérico "hemofilia" descreve um grupo de distúrbios da coagulação hereditários, nos quais existe uma anomalia permanente no mecanismo da coagulação do sangue.
Mais especificamente a hemofilia é uma doença crónica e uma deficiência orgânica congénita no processo da coagulação do sangue. De transmissão genética, ligada ao cromossoma X, aparece quase exclusivamente nos indivíduos do sexo masculino e caracteriza-se pela ausência ou acentuada carência de um dos factores da coagulação. Por este motivo, a coagulação é mais demorada ou inexistente, provocando hemorragias frequentes, especialmente a nível articular e muscular."


Tal como já tínhamos estudado, a Hemofilia transmite-se geneticamente, por um gene recessivo ligado ao cromossoma X e raramente aparece em mulheres, uma vez que este gene, em homozigotia, é letal.


Quais os tratamentos?
"Cada episódio hemorrágico deve ser tratado prontamente através de uma infusão intravenosa do factor da coagulação em falta. Uma vez que a hemorragia tenha parado, a dor diminui rapidamente e o membro afectado retoma a sua função normal.
O tratamento é administrado na forma de uma injecção intravenosa, constituída por um pó branco que se mistura com a água destilada fornecida com o factor."


Como a Hemofilia é uma doença genética ainda não foi encontrada nenhuma cura, existindo ainda apenas tratamentos para evitar que o doente portador desta doença possa sofrer danos de maior.


Quais as recomendações para as pessoas com Hemofilia?
 "A hemofilia pode ter consequências importantes para a vida diária, sobretudo para as formas graves. Atitudes adequadas e o respeito de certas recomendações permitem às pessoas com hemofilia e a todos os que as rodeiam usufruir de uma vida normal."

Com estas pequenas informações acho que podemos todos ficar a aprender um bocado mais sobre o que realmente é esta doença.

Bibliografia:
http://www.aphemofilicos.pt/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=18&Itemid=74